RIO DOURO
Apesar de ser de Espanha
Sua beleza é tamanha
E já tem fama mundial.
Este rio tão dourado
Lembra o vinho afamado
Que enaltece Portugal.
Serpenteando entre serras
Vai fertilizando as terras,
Antes de ao Porto chegar.
Rio dos barcos rabelos
Gostava de voltar a vê-los
No Rio Douro a navegar.
Nas margens em que se espraia
Tem no Porto e em Gaia
Enamorados corações.
Muito embora separados
Vivem a ele abraçados
São duas grandes paixões.
Ao aproximar-se da Foz
Ele passa mais veloz
Em correria suicida.
Mas antes de entrar no mar
Há quem o veja acenar
Em jeito de despedida.
In “Jóia de Granito”
Edição do Autor
A. Fernando Alves
N. 1934