A SIBILA
Quando a Sibila emerge do seu transe
cai no espaço branco onde surgem imagens.
Vê a terra gasta, o céu diminuído
a migração de povos tatuados
em rota imemoriais
e a transumância dos pastores para o sul.
Vê um homem predestinado
que se alimenta de gafanhotos e mel silvestre.
E um acampamento deserto
se desfazendo na areia
In “Pássaro do tempo”
INCM - Imprensa Nacional - Casa da Moeda
Maria da Saudade Cortesão
(1914-2010)