CÁ TE ESPERO...

Recordando... Maria da Saudade Cortesão

A SIBILA

 

Quando a Sibila emerge do seu transe

cai no espaço branco onde surgem imagens.

Vê a terra gasta, o céu diminuído

a migração de povos tatuados

em rota imemoriais

e a transumância dos pastores para o sul.

Vê um homem predestinado

que se alimenta de gafanhotos e mel silvestre.

E um acampamento deserto

se desfazendo na areia

 

In “Pássaro do tempo”

INCM - Imprensa Nacional - Casa da Moeda

 

Maria da Saudade Cortesão

(1914-2010)

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