CÁ TE ESPERO...

Recordando... Afonso Lopes Vieira

A OLIVEIRA


 


Ó linda e bela oliveira,


De velho tronco cinzento,


Quando por ti perpassa e esvoaça o vento,


As tuas folhas cantam-nos baixinho


Desta maneira,


Devagarinho:


 


- «Eu dou azeite brando,


Que tempera e alumia;


Eu acendo a luz do dia,


Quando a noite vem tombando.


 


Em casa do pobre eu sou


O gosto do seu jantar...


Coitado de quem andou


O dia inteiro a cavar!»


 


Afonso Lopes Vieira


1878 – 1946

0