CÁ TE ESPERO...

Recordando... Albertina Paraíso

LÁGRIMA ARDENTE

 

Quando dissemos esse adeus! fatal,

Que as nossas existências desligou,

Uma lágrima tímida e leal,

Serena, pela face me rolou.

E, como um fogo lento e abrasador,

Senti que ela escaldava a tua mão,

Porque encerrava todo o meu amor,

Porque levava em si meu coração!

 

(Musgos e rosas)

 

In “Poetisas de Hoje”

Editora Empreza do Díarío de Notícias - 1931

 

Albertina Paraíso

(1864-1954)

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