CÁ TE ESPERO...

Recordando... Alberto de Serpa

INCERTZA


 


Nem ilusão, nem
vida. De ilusão,
este amor não tem
os sonhos em vão.

E não tem, da vida,
caminho da morte:
sempre de subida,
sem nuvem que importe.

Assim, não acerto
no estado em que ando:
se sonho desperto
se vivo sonhando


 


In “Poemas Portugueses”


Antologia da Poesia Portuguesa


do Séc. XIII ao Séc. XXI


Porto Editora


 


Alberto de Serpa


1906 – 1992


 


 

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