CÁ TE ESPERO...

Recordando... Alexandra Malheiro

A QUEDA


 


Sobrevive-se a tudo


ou quase tudo,


ao vento assobiando nos ciprestes,


à tempestade aquartelada


nos teus olhos,


às indecisões do teu corpo.


Tudo,


ou quase tudo,


apenas à queda da magnólia


não.


Nunca nenhuma flor


sobreviveu.


 


In “Geografias Dispersas”


Editora Edita-Me


 


Alexandra Malheiro


(N.1972)

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