CÁ TE ESPERO...

Recordando... Alexandre O'Neill

MINUCIOSA FORMIGA


 


Minuciosa formiga


Não tem que se lhe diga:


Leva a sua palhinha


Asinha, asinha.


Assim devera ser eu


E não esta cigarra


Que se põe a cantar


E me deita a perder.


 


Assim devera eu ser:


De patinhas no chão,


Formiguinha ao trabalho


E ao tostão.


 


Assim devera eu ser


Se não fora não querer.


 


 


In “Feira Cabisbaixa”


Editora Ulisseia


 


Alexandre O'Neill


1924 – 1986


 

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