O ECO DE MIL SINOS DE PRATA
O eco de mil sinos de prata
emudece
ante o labor da aranha
O tempo emudece
na cegueira do ar
na sua geografia nula
Que queres de mim
matéria insensível?
Nas coisas conhecidas
o verbo ser
emudece
In “O Pavão Negro”
Editores Assírio & Alvim
Ana Hatherly
N. 1929