CÁ TE ESPERO...

Recordando... António Braga Coelho

HÁ SETE ANOS


 


Depois de nos amarmos rosto a rosto
perdemo-nos ao conto das estrelas.
na espera deixou-nos o desgosto
sete redondas laranjas amarelas.


 


Os gomos estão cheios do revés


dos sonhos que ficaram em promessa.
O amor o sol desfazem a acidez


beijando a casca amarelinha espessa.


 


Laranjas do laranjal da vida
que o tempo amadurou no seu rodar
quando acabar tão longa despedida
hei-de fazer com elas um colar.


 


Ou pela tarde quando o sol desmaia
vou atirá-las uma a uma ao ar
e tu compões de leve a tua saia
que em teu regaço é que irão pousar.


 


In “No Mar Oceano”
Editorial Caminho


 


António Braga Coelho


N. 1928

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