SANTA OBIDIENCIA
Ó nobre e humilde obidiencia antiga!
Companheira da paz; do mundo obreira,
Desde que Deus mandou á treva inteira
Que se fizesse luz: e o mando a obriga.
És como a forja ao aço, ao oiro a liga.
Sem ti não ha amor que dure e queira;
Nem ha Familia ou Patria caminheira;
Nem alegre trabalho que prosiga.
Anda na terra desvairada e á solta,
Em vento de soberba e de revolta
E ninguem obedece e crê nos mais.
Vêde Jesus, em seu cruel destino,
Levado pela mão, feito menino...
– “Meu Rei e meu Senhor, onde é que vaes?!” –
Belinho – 1922
In “Contemporanea”
Director – José Pacheco
Redactor Principal – Oliveira Mouta
Editor – Agostinho Fernandes
Ano I – Volume II – Nº.6 - Ano 1922
Pág. 100
Antonio Corrêa d’Oliveira
1878 – 1960
Mantém a grafia original