CÁ TE ESPERO...

Recordando... Antonio Corrêa d’Oliveira

SANTA OBIDIENCIA


 


Ó nobre e humilde obidiencia antiga!


Companheira da paz; do mundo obreira,


Desde que Deus mandou á treva inteira


Que se fizesse luz: e o mando a obriga.


 


És como a forja ao aço, ao oiro a liga.


Sem ti não ha amor que dure e queira;


Nem ha Familia ou Patria caminheira;


Nem alegre trabalho que prosiga.


 


Anda na terra desvairada e á solta,


Em vento de soberba e de revolta


E ninguem obedece e crê nos mais.


 


Vêde Jesus, em seu cruel destino,


Levado pela mão, feito menino...


– “Meu Rei e meu Senhor, onde é que vaes?!” –


 


Belinho – 1922


 


In “Contemporanea”


Director – José Pacheco


Redactor Principal – Oliveira Mouta


Editor – Agostinho Fernandes


Ano I – Volume II – Nº.6 - Ano 1922


Pág. 100


 


Antonio Corrêa d’Oliveira


1878 – 1960


 


Mantém a grafia original


 

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