CÁ TE ESPERO...

Recordando... António Luís Moita

ACODE A NOITE…


 


Acode a noite, o dia se apagando.


A cidade impõe-se a outra face.


0 mistério, agora, é lírico e é brando.


Se a mão lhe toca, abre-se.


 


É noite funda.  Dos bas-fonds diversos


o som que vinha, lúbrico, morreu…


 


– É  Deus que assiste a dor de fazer versos.


Foi a minh’alma que se mereceu.


 


 


In “As Folhas de Poesia Távola Redonda"


Fundação Calouste Gulbenkian


Boletim Cultural – Série VI – n.º 11 – Outubro de 1988


 


António Luís Moita


N. 1925


 

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