ACODE A NOITE…
Acode a noite, o dia se apagando.
A cidade impõe-se a outra face.
0 mistério, agora, é lírico e é brando.
Se a mão lhe toca, abre-se.
É noite funda. Dos bas-fonds diversos
o som que vinha, lúbrico, morreu…
– É Deus que assiste a dor de fazer versos.
Foi a minh’alma que se mereceu.
In “As Folhas de Poesia Távola Redonda"
Fundação Calouste Gulbenkian
Boletim Cultural – Série VI – n.º 11 – Outubro de 1988
António Luís Moita
N. 1925