SINFONIA DO SILÊNCIO
Choupos, calai-vos, por amor dos céus
Que o Silêncio já rompe a sinfonia:
A Natureza espera a eucaristia,
Vai tudo agora comungar com Deus!
Surgem compassos: lentos de morrer,
Evocam virgens numa procissão,
Hinos, bailados, vozes de oração,
Visões mil, que ninguem sabe dizer.
Não ha em Wagner uma partitura
Que tanto fira a nota da amargura,
Nem ha batuta tão serena e destra…
Ó Silêncio, maestro genial,
Mago do som e artista sem igual,
Que maravilha que è a tua orchestra!
(mantém a grafia original)
In Revista “Terra Nossa”
Anno I N.º 3 Setembro de 1916
Pág. 60
Cesar de Frias
(1894-????)