O TANQUE
Que tanque é este,
Que não transborda,
Que nunca a água
Lhe chega à borda?
Estão mil fontes
Nele a correr,
E não se pode
Jamais encher.
Fez-se para a rega
Dos secos prados
E estes gretam
Sem ser regados?
Entram, não saem,
Águas?... Que agoiro!
O negro tanque
Tem sumidoiro!
In "Obras de Francisco Joaquim Bringre" Vol. IV
Lello Editores
Francisco Joaquim Bingre
(1763-1856)