CÁ TE ESPERO...

Recordando... Jorge Vieira

AS ESPERAS DO AMOR


 


Esperas inúteis são horas vencidas,


Por impulsos que o nosso corpo tem;


Loucuras, devaneios que as nossas vidas,


Vão semeando aqui e além.


 


Frutos de amor, vértices de ternura,


Lânguidos cansaços, plenos de prazer;


Despertam no calor da noite escura,


Abraçados à fúria de viver.


 


Quantos corpos desmaiam, sequiosos,


Ao encontro de um amor a construir;


Repletos de silêncios e desejosos,


Da vontade de ser e de existir.


 


Mãos que se unem em harmonia


São cadeias de gestos repetidos;


Que cobertos de dor e de alegria,


 


In "Manhãs Inquietas"


Mosaico de Palavras Editora


 


Jorge Vieira


(N. 1952)

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