CÁ TE ESPERO...

Recordando... Jorge Vieira

SOL POENTE


 


É sempre ao sol poente que declina,


Que as sombras dançam com nitidez;


Prazer adocicado que fulmina,


Que nos preenche o silêncio e a mudez.


 


É no mar que o Astro-Rei adormece,


À espera que a lua brilhe, altaneira;


Quadro de beleza que nos enternece,


E que nos acompanha a vida inteira.


 


Surge a noite com passos de ternura,


Onde o silêncio se instala, lentamente;


No firmamento para dar brilho á negrura,


Mil estrelas cintilam alegremente.


 


Com as cabeças coladas ás almofadas,


Sonhamos por instinto, quadros belos;


Contos imaginários como os de fadas,


Tão dóceis, tão puros, tão singelos.


 


In "Manhãs Inquietas"


Mosaico de Palavras Editora


 


Jorge Vieira


(N.1952)

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