CÁ TE ESPERO...

Recordando... Jorge Vieira

MEU PORTO


 


Meu Porto, és o cordão umbilical,


Bem preso às raízes do meu ser;


És a minha linda cidade, a capital,


Aqui existo, aqui quero viver!.


 


Mesmo que a neblina ainda percorra,


Os limites deste infinito,


Que haja alguém a nascer ou que morra,


Serás o meu brasão e o meu grito.


 


Meu Porto, tens o velho casario,


Coberto de dores adormecidas


E na foz desse teu lindo rio,


Há lágrimas e dores já ressequidas.


 


Prisioneiro deste tempo que avança,


Trago em mim as franjas da Cultura,


A fé intensa e no peito a esperança,


Do raiar do sol à noite escura.


 


In "Manhãs Inquietas"


Mosaico de Palavras Editora


 


Jorge Vieira


(N.1952)

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