CÁ TE ESPERO...

Recordando... Liberto Cruz

VEM A NOITE


 


Vem a noite. E um límpido


E frio cansaço rompe


Entre as árvores. O mar


Abranda quase ausente.


 


Breve toda a esperança


Já o sonho não persiste


E só o medo aumenta


A raiva o desespero.


 


Uma corda: a solidão.


Uma névoa antiga


E depois a queda livre


 


O alívio talvez.


Quem sua vida comanda


Também a morte ordena?


 


In “Poesia Reunida (1956 – 2011) ”


Editora Palimage – 2012 


 


Liberto Cruz


N. 1935

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