CÁ TE ESPERO...

Recordando... Maria Aurora Carvalho Homem

É TARDE, MEU AMOR


 


É muito tarde.


O tempo implacável me consome


E destrói o vigor do corpo moço:


Apagou o fulgor do meu olhar


Roubou a altivez do seio cheio


Secou o rio manso do meu ventre


Cobriu de pergaminho a minha mão


É tarde, muito tarde


Mas… por dentro


Ainda bate, por ti, o coração.


 


In “Discurso Amoroso”


 


Maria Aurora Carvalho Homem


(1937-2010)  

0