CÁ TE ESPERO...

Recordando... Mário de Sá-Carneiro

FIM


 


Quando eu morrer


Batam em latas,


Rompam aos saltos e aos pinotes


Façam estalar no ar chicotes


Chamem palhaços e acrobatas.


 


Que o meu caixão vá sobre um burro


Ajaezado à andaluza:


A um morto nada se recusa,


E eu quero por força ir de burro...


 


In “Athena – Revista de Arte”


N.º 2 - Novembro.1924


Pág. 46


 


Mário de Sá-Carneiro


(1890-1916)

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