CÁ TE ESPERO...

Recordando... Pedro da Silveira

MEDITAÇÃO SOBRE A ETERNIDADE


 


Das árvores que plantei


nenhuma já me pertence


e de quase todas nem comi´


ou sequer vi os frutos.


Sempre soube que devemos morrer


e penso que é melhor


não se saber quando nem como.


E quanto ao que deixámos


não se recorde de quem foi.


Que só assim somos eternos.


 


In “Poemas Ausentes”


 


Pedro da Silveira


(1922-2003)

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