MEDITAÇÃO SOBRE A ETERNIDADE
Das árvores que plantei
nenhuma já me pertence
e de quase todas nem comi´
ou sequer vi os frutos.
Sempre soube que devemos morrer
e penso que é melhor
não se saber quando nem como.
E quanto ao que deixámos
não se recorde de quem foi.
Que só assim somos eternos.
In “Poemas Ausentes”
Pedro da Silveira
(1922-2003)