AROMA E AVE
Eu digo, quando assoma
O astro criador:
Deus me fizesse aroma
De alguma pobre flor!
E digo, quando passa
uma ave pelo ar:
Deus me fizesse a graça
De asas para voar!
Aroma, da janela
Me evaporava eu,
Me respirava ela
E me elevava ao céu!
E quem, se eu fosse uma ave,
Me havia de privar
A mim da luz suave
Daquele seu olhar?
In "Amor Idílico"
Estante Editora
João de Deus
1830 – 1896