INSEGURANÇAS
A lápis escrevo o que surge
num confuso emaranhado
de ideias indefinidas
é quase como pescar num cardume
um peixe de cada vez e
ficar a olhar para ele, como
se reflectisse a minha vida.
Escrevo a lápis porque já
nada para mim é certo
E porque me perco neste mundo
Só de ideias, fantasias e considerações
Não sei mais o que penso
Acerca das coisas às
vezes detesto-me por isso
In “Enchamos tudo de Futuros”
Editora Sopa de Letras
Rita Wemans
(1982-2002)