SOFRO
Sofro
de não te ver,
de perder
os teus gestos
leves, lestos,
a tua fala
que o sorriso embala,
a tua alma
límpida, tão calma...
Sofro
de te perder.
durante dias que parecem meses,
durante meses que parecem anos...
Quem vem regar o meu jardim de enganos,
tratar das árvores de tenrinhos ramos?
In “Tarde Azul”
Editora Bonecos Rebeldes - 2008
Saúl Dias **
(1902-1983)
** Pseudónimo de Júlio Maria dos Reis Pereira