SE PENSO
Se penso,
em quem sou me estranho;
Se fico,
há sempre um sonho
amarfanhado no espírito;
Se fujo,
há sempre uma razão
que me alcança sobre o abismo.
E assim se me consome a vontade,
inutilmente.
In Revista “Pirâmide”
Nº 2 – Junho.1959 – Ano I
Pág. 22
Sena Camacho