ERA SÓ UMA FLOR...
Cresceu, viçosa e linda, aquela flor,
Brilhava, com o sol da madrugada,
Supunha-se princesa que uma fada
Tinha, ali, colocado, por amor.
E toda ela se abria, desde o alvor,
Com pétalas de cor imaculada,
E com uma corola perfumada
Que lançava odores, em seu redor.
Porém, um dia, alguém, por malvadez,
Matou a linda flor.
Mais uma vez,
Respeito à natureza esteve ausente.
Ele encolheu os ombros “tanto faz”,
Num comentário cínico, mordaz,
“Foi só uma flor, uma flor, somente”.
In “Os Confrades da Poesia”
Ano VI – Boletim Bimensal Nº 60 – Janeiro/Fevereiro.2014
Tiago Barroso **
(N.1934)
** Pseudónimo de António José Barradas Barroso